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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Crítica do livro Percy Jackson e o Ladrão de Raios.



Atenção: Esse post contém spoilers.

Bom, eu terminei de ler o livro Percy Jakson e o Ladrão de Raios tem alguns dias e estava me preparando psicologicamente para fazer a crítica.

Já começo adiantando: foi um dos piores livros que eu já li na vida. Sem brincadeira.

Mas por quê?

Bom, o livro não é massante, tem uma leitura bastante fácil... Peraí, mas eu não acabei de dizer que era um dos piores livros que eu li na vida? Pois é, os elogios param por aí.

Porque é exatamente na tentativa de não ser massante que o autor falha miseravelmente em outro aspecto: fazer um livro consistente. É perceptível que sempre quando há uma brecha para um diálogo mais profundo ou qualquer outra coisa que não seja a ação gratuita, o autor, na sua falta de talento, coloca mais uma "cena" de ação. E não tem propósito, é só para "ocupar espaço" no livro, que é pobre de conteúdo. Sem brincadeira, deve ter ação a cada três páginas. E na boa? Isso cansa. A não ser que você seja um fã de Rambo ou Duro de Matar, mas aí, provavelmente não estaria lendo Percy Jackson.

Outro fator que me deixou irritada foi o etnocentrismo. Etnocentrismo é achar que a sua cultura é superior. Pois bem, uma das coisas que tinham me deixado interessada é a relação com a cultura grega, trazendo as situações dos mitos para a "vida real". E aí vem mais uma falha miserável por parte do autor. Segundo os termos usados no próprio livro: "Aonde quer que a chama brilhasse mais, lá estavam os deuses. [...]E sim, Percy, é claro que agora eles estão nos seus Estados Unidos. [...] Goste ou não - e acredite, uma porção de gente não gostava muito de Roma também-, os Estados Unidos são agora o coração da chama. São a grande potência do ocidente. E, portanto, o Olimpo é aqui." Porra Rick Riordan! Colocar o Olimpo nos E.U.A.?! "Liberdade de expressão" é uma coisa, já avacalhação é outra.

E por último vem a falta de criatividade do autor. Eu encontrei tantas cópias da coleção Harry Potter, que até fiquei surpresa. Citarei algumas, começando, pelo trio principal: O escolhido, que sempre consegue arranjar as maiores encrencas, o medroso, que é a parte cômica da trinca e a sabichona. Isso sem contar o fato de o personagem principal viver com parentes insuportáveis (no caso de Harry, os tios e no de Percy, o padrasto), um morar num "acamento meio-sangue" e o outro em uma escola... Enfim, mais ou menos explícitas, várias cópias estão lá, marcando presença.

De 0 a 10 a minha nota para esse livro é: 2 (pelo fato de ele ser uma leitura fácil).
A minha nota para o autor, como escritor de livros infanto-juvenis: 0.

E antes que alguém diga: se você odiou tanto, por quê está lendo o segundo livro? Eu respondo: porque eu ganhei a coleção junta, e não vou deixar uma coleção toda de livros só enfeitando a minha estante. E assim que eu terminar de ler o Mar de Monstros, pretendo fazer uma crítica aqui no blog.

Se você gostou do livro, por favor coloque o seu ponto de vista nos comentários.

Beijos e até uma próxima,
Bell.