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quinta-feira, 19 de março de 2009

Fala Aí! (especial de quinta)

Bom, esse Fala Aí! é especial de quinta por dois motivos: primeiro porque hoje é quinta (dãããã) e porque o motivo é de quinta também.

Eu tive um trabalho sobre Função Referencial (linguagem). Tudo bem, ninguém está nem aí mas só pra constar, eu fiz a introdução, os agradecimentos, a conclusão e a digitação do trabalho (a parte "burocrática" auhaua). E durante a conclusão, eu abordei um tema que desde quando eu comecei a estudar sobre isso vem me incomodando bastante... A Globo (em especial a Sandra Annenberg).

Sim sim, mas eu vou explicar primeiro. Pra que vocês entendam o motivo da minha indignação, vou copiar uma parte do meu trabalho que está bem didática:

Definição da função Referencial (ou denotativa).

Antes de iniciarmos com a definição em si, colocaremos algumas informações sobre elementos da comunicação que são necessárias para a compreensão geral do tema:

Emissor: emite, codifica a mensagem;
Receptor: recebe, decodifica a mensagem;
Mensagem: conteúdo transmitido pelo emissor;
Código: conjunto de signos usado na transmissão e recepção da mensagem;
Referente: contexto relacionado a emissor e receptor;
Canal: meio pelo qual circula a mensagem.
A função referencial ou denotativa é focada no referente, quando o emissor procura fornecer informações da realidade. Sempre objetiva e direta, prevalece na 3ª pessoa do singular. Tem seu foco unicamente do intuito de informar. É basicamente informativa, ou seja, não transmite nenhuma emoção ao leitor.
Bom, agora que todos os leitores do Retilíneo agregaram mais conhecimento a si e sabem o que significa a Função Referencial, vou copiar uma outra parte do trabalho (dessa vez da conclusão) em que eu falo sobre o meu incômido:

Um exemplo de mau uso da função referencial está acontecendo muito ultimamente. No caso da menina que foi estuprada pelo pai durante anos na Áustria, todos os jornais da Globo sempre se referem ao pai da menina como o “monstro austríaco”. Se ele é um monstro ou não, deveria ser função do receptor da mensagem julgar, e não do jornalista de informar. A função referencial é simples, objetiva e direta, e o mais importante, sem expor a opinião do emissor sobre o assunto a que se refere. Claro que quando uma pessoa vê uma notícia a respeito de um homem que estuprou a própria filha durante anos, automaticamente terá uma visão negativa do estuprador. Mas essa visão crítica saiu do senso do receptor, e não do jornalista. Já quando um jornalista começa chamando o homem de monstro, não há vazão para que o receptor tenha a sua própria chance de julgá-lo como um monstro, a informação já está ali, pronta.

Gente, reparem nisso. Amanhã, quero ver todo mundo assistindo o Jornal Hoje e vendo a Sandra Annenberg falando sobre o monstro austríaco. O titia Sandra, dá pra deixar cada um ter opinião própria? Jornal num é blog nãão meu beeem.

Beijos a todos e até mais.