Bom, esse Fala Aí! é especial de quinta por dois motivos: primeiro porque hoje é quinta (dãããã) e porque o motivo é de quinta também.
Eu tive um trabalho sobre Função Referencial (linguagem). Tudo bem, ninguém está nem aí mas só pra constar, eu fiz a introdução, os agradecimentos, a conclusão e a digitação do trabalho (a parte "burocrática" auhaua). E durante a conclusão, eu abordei um tema que desde quando eu comecei a estudar sobre isso vem me incomodando bastante... A Globo (em especial a Sandra Annenberg).
Sim sim, mas eu vou explicar primeiro. Pra que vocês entendam o motivo da minha indignação, vou copiar uma parte do meu trabalho que está bem didática:
Antes de iniciarmos com a definição em si, colocaremos algumas informações sobre elementos da comunicação que são necessárias para a compreensão geral do tema:
Emissor: emite, codifica a mensagem;
Receptor: recebe, decodifica a mensagem;
Mensagem: conteúdo transmitido pelo emissor;
Código: conjunto de signos usado na transmissão e recepção da mensagem;
Referente: contexto relacionado a emissor e receptor;
Canal: meio pelo qual circula a mensagem.
Um exemplo de mau uso da função referencial está acontecendo muito ultimamente. No caso da menina que foi estuprada pelo pai durante anos na Áustria, todos os jornais da Globo sempre se referem ao pai da menina como o “monstro austríaco”. Se ele é um monstro ou não, deveria ser função do receptor da mensagem julgar, e não do jornalista de informar. A função referencial é simples, objetiva e direta, e o mais importante, sem expor a opinião do emissor sobre o assunto a que se refere. Claro que quando uma pessoa vê uma notícia a respeito de um homem que estuprou a própria filha durante anos, automaticamente terá uma visão negativa do estuprador. Mas essa visão crítica saiu do senso do receptor, e não do jornalista. Já quando um jornalista começa chamando o homem de monstro, não há vazão para que o receptor tenha a sua própria chance de julgá-lo como um monstro, a informação já está ali, pronta.
Gente, reparem nisso. Amanhã, quero ver todo mundo assistindo o Jornal Hoje e vendo a Sandra Annenberg falando sobre o monstro austríaco. O titia Sandra, dá pra deixar cada um ter opinião própria? Jornal num é blog nãão meu beeem.
Beijos a todos e até mais.
2 opiniões alheias:
Bell, eu concordo com vc, mas, como estudante de jornalismo que sou, não posso deixar de comentar e criticar, sorry.
Existe um grande tendência surgindo no jornalismo, que eu em particular detesto, que é esta que vc está se referindo.
O jornalismo está deixando de ser exclusivamente informacional para se tornar opinativo.
Isso deveria acontecer mais nos jornais locais, que não é o caso do Jornal Hoje, muito menos do Jornal Nacional.
Quando fiz meu post falando sobre o quadro "Reporter por 1 dia" pensei em por este tema tbm, mas achei que ia meio que perder o foco, mais ainda faço, tenteando diferenciar um do outro.
Sou a favor do jornalismo informacional, pois o jornalista tem sim que informar apenas e deixar que o receptor da mensagem decida o que quiser sobre a mensagem. Induzir sem que o receptor é jogada de mestre e muitos já não o estão fazendo.
Bom post Bellzinha.
Oi Bell. Concordo contigo nessa questão dos jornalistas já darem uma opinião feita para os receptores. Mas na verdade não é culpa da Sandra em si, e sim dos redatores que escrevem oq ela tem que ler... mesmo assim, não acho isso legal pq a função do jornalismo é apenas informar os acontecimentos, sem expor sua opinião. Gostei do post.
Beeejo
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