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domingo, 2 de agosto de 2009

Post para Isa.


P.s.: Leia o post ouvindo a música.




Isa, minha flor de lótus (e mais nova habitante da África do Sul), esse post é pra você (espero que goste):


A nossa história de amizade é um pouco diferente da maioria, porque nós nos conhecemos quando tínhamos menos de 10 anos, depois perdemos o contato completamente e nos "re-conhecemos" cinco anos depois no Ensino Médio. E desde então a amizade se firmou.
A nossa amizade é daquela tipo que passa por obstáculos quase inacreditáveis, e aonde a maioria das amizades se daria por acabada a nossa ressurge, claro, da maneira mais improvável possível.

Eu quero muito que você saiba que a falta que você fará não só na minha vida como na de váárias outras pessoas aqui em Brasília, e que é uma falta simplesmente irreparável. Mas é uma falta que eu particularmente não faço a mínima questão de tentar "sanar", porque você vai fazer falta pelas características que são só suas, e que ninguém nunca terá igual.
Uma amiga minha até me perguntou hoje se eu conseguiria superar a sua falta, e eu respondi que é claro que não, e eu nem quero isso. A falta será irreparável, aliás, toda saudade de alguém que está longe é irreparável, nós só aprendemos a lidar com ela.

Mas parando de falar de coisas tristes, eu quero falar dos momentos inesquecíveis que eu já passei com você, como a primeira vez que eu fui ao Parque Olhos D'água para tirar fotos com alguém, ou quando você me viu de vestido, uma coisa raríssima. Ou das váárias horas que já passamos compartilhandos os nossos problemas, aflições, felicidades, momentos bom e ruins, e tudo mais. Nunca me esquecerei de quando a gente "invadiu" o prédio da comercial só pra tirar fotos, ou das fotos na famosa escada "capa de disco". São tantos momentos (devidamente fotografados auhaua) que eu acho que será uma boa maneira de driblar a saudade: olhar para todas as fotos e me lembrar dos momentos que elas representam, e me lembrar de como é ter você aqui do meu lado.

Beijos de quem te ama infinitamente e sentirá MUITO a sua falta,
Bell.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

O silêncio dos inocentes.

Guerra. Uma palavra pequena, mas com um significado enorme, uma palavra que só de ouvir já causa dor no coração e embrulhos no estômago. Uma palavra que as pessoas escutam sem querer, uma palavra cujo significado todos gostariam que fosse abolido do dicionário, ou pelo menos quase todos, pelo menos a maioria honesta, pelo menos a maioria digna.

Hoje eu vou falar da guerra que está fazendo parte dos noticiários de todo o mundo, a guerra entre israelenses e palestinos. Uma guerra que só fere aqueles que não tem nada a ver com isso, uma guerra que só ataca os inocentes.

Esse menino da foto aí de cima está chorando após ter ido ao velório do irmão, que foi morto por um dos ataques aéreos israelenses na faixa de gaza. Agora eu pergunto, quantas pessoas mais precisam ser mortas para que essa idiotice acabe? Quantas crianças ainda precisam perder parentes e ficarem marcadas para sempre pelos horrores da guerra? Mas é claro que os bárbaros que continuam com isso não estão nem aí. É como eu li num livro uma vez: "o problema sempre arrebenta no elo mais fraco". Quem vai morrer serão sempre as crianças, serão sempre os civis, serão sempre os que só desejam a paz. Os governantes cntinuarão aí, em suas mansões, com luxo e glamour, sem que nada nunca aconteça com eles.

Essa foto de cima é a de um menino (à esquerda) mostrando a bandeira palestina nos escombros de uma casa em Khan Younis. E novamente eu pergunto: É esse tipo de patriotismo que os israelenses e palestinos querem mostrar ao mundo? Um patriotismo pela guerra? Quanto sangue patriota ainda precisará ser derramado? Quantos patriotas ainda "têm que" morrer?


A foto de baixo mostra um palestino olhando os destroços da janela de uma casa em Rafah, na Faixa de Gaza



A foto de cima é a de um israelense ao examinar a sua casa após ser atingida por um foguete lançado da Faixa de Gaza na cidade de Sderot. Nas guerras, as pessoas simplesmente não têm o que fazer, não têm pra onde fugir. Vão fugir pra aonde? Para as suas casas? Não, nem as suas casas são um lugar seguro.

E por último essa foto de hoje, 6 de Janeiro, que mostra palestinos refugiados observando pela janela em escola da ONU na Faixa de Gaza. Pois é, enquanto você lê esse post, é assim que estão as coisas por lá. São os inocentes presos (e calados) enquanto os culpados estão soltos.
Todas as fotos são do site G1 (parte de fotos).