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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Casa dos horrores.


Hoje eu estava andando pela rua quando passei em frente a uma casa escura. Olhei em direção à enorme janela preta, procurando algum vestígio de vida naquela casa aparentemente mal-assombrada. De repente, tomei um susto  ao perceber que estava sendo observada por assustadores olhos amarelos. Fiquei paralisada de susto, quando percebi que aqueles enormes olhos amarelos eram na verdade um gato que me observava.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Tragédias.

Meus olhos ardem... Não sei se isso é normal mas, honestamente, espero quer seja. Boca seca, rosto suado, corpo fatigado. É o que acontece depois de correr tanto, ainda mais para o meu corpo velho. Novamente, são só suposições.

Não sei se eu deveria dizer isso mas... Eu queria ainda estar lá. todo aquele caos, pessoas correndo. Acho que seria interessante. Ainda mais eu, que ando sempre tão só.

Aliás, a respeito daqueles moleques que adoram tacar pedras nas minhas janelas enquanto me chamam de velha solitária, eu só tenho a dizer que eles não estão completamente errados, mas ao mesmo tempo eu gosto de estar quase sempre só. Tenho mais tempo para mim.

Por isso que eu gosto tanto de presenciar tragédias de vez em quando, pois só tragédias para unir pessoas, mesmo aquelas que só gostam de ficar sós.
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Gente, eu sei que está meio óbvio, mas mesmo assim vou dizer, que isso é só mais um pouco de ficção, certo?

Beijos,
Bell.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

E se fosse verdade?




E se os filmes fossem uma reflexão da realidade ao invés de uma ilusão?
Quando o mocinho esbarrasse na mocinha, ele só pediria desculpas e os dois seguiriam pelos seus caminhos, provavelmente nunca se encontrando de novo.

O mocinho não ligaria no dia seguinte, ao invés de surpreendê-la com flores e mais um beijo apaixonado. E não sairia de um país para ver a "mulher especial" que ele conheceu durante as férias.

Mas então por que mesmo sabendo que os roteiros dos filmes só têm clichês impossíveis, ainda gostamos deles? Porque sabemos que se a realidade fosse retratada nos filmes, detestaríamos, porque a vida real não tem tanta graça e clichês quanto os filmes. E é legal ter a esperança de que o universo também irá conspirar para que tenhamos a vida que sempre sonhamos em menos de duas horas.

Beijos,
Bell

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Sobre El(l)a e Eu.




Eles se olhavam profundamente. Ninguém piscava. E a tensão pairava.
Mas isso não era o que mais me incomodava. O problema é que o lado "A" do disco acabou.
E sabe? Estava tocando Ella Fitzgerald. Mas isso para eles não importava. Para eles, porque me incomodava profundamente.
O silêncio junto com os olhares era fatal. Não aguentei.
-CHEGA! VOCÊS NÃO ESTÃO DANDO O DEVIDO RESPEITO A SITUAÇÃO!
Peguei meu disco da Ella, me certificando que seus olhares estivessem voltados em mim, e fui.
Não sei o que eles fizeram depois disso... acho que continuaram se olhando. Mas sabe? Eu não me importo mais.

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O texto não é inspirado em nenhum fato real (não que eu saiba, mas deve ter acontecido com alguém no mundo), só mais um pouco de ficção para alegrar a vida.

Beijos,
Bell.