Comecei o dia hoje com o pé "meio esquerdo" (lê-se copletamente intolerante para brincadeiras idiotas mas ao mesmo tempo muito bem humorada) e feliz porque eu finalmente reencontraria uma grande amiga (Mari) e iríamos ao cinema, ver o filme que passase primeiro hahaha.
Acabou que Mari furou (por motivos fortes, verdade seja dita) e acabei indo sozinha mesmo.
Fui assistir ao filme Milk, chorei horrores no final (gente, eu juro que não sou mole pra chorar em filme não, mas nesse eu saí só o bagaço, com os olhos vermelhos, inchados e uma cara de "meu mundo caiu e me fez ficar assim..."), aliás, recomendo esse filme para todos. Depois disso fui a um fast food e percebi que foi uma bênção a Mari ter furado (Mari, não fica brava, continua lendo que você entenderá), porque eu finalmente descobri (ou provavelmente redescobri) a melhor companhia que eu posso ter no universo: eu mesma.
Muitas vezes a gente fica com medo ou com vergonha de ir aos lugares sozinho, como um cinema ou um passeio ao parque, por exemplo, com medo do que os outros vão pensar ou fazer com a gente "ain, será que se eu for ao cinema sozinha vão achar que eu sou uma maníaca depressiva?" ou se não "essas meninas provavelmente vão achar que eu sou um galinha e sem-vergonha por estar indo a um parque sem ninguém...". E na verdade, o problema não está nos outros, o problema está em nós mesmos. Nós é que ficamos enfiando um milhão de besteiras nas nossas cabeças e fazendo com que a diversão e o prazer de um cinema ou uma caminhada no parque por exemplo, simplesmente não existam, desapareçam.
Fiquei lá sozinha, comendo o meu sanduíche, apreciando a linda vista de Brasília e percebendo que cada momento que eu estava passando comigo mesma era simplesmente maravilhoso, precioso.
Com certeza é muito estranho ouvir isso que eu falei, mas essa é a verdade: nós simplesmente não apredemos a gostar de nós mesmos, não aprendemos a gostar da nossa companhia. Não é porque você tem um corpo e o "habita" que você necessariamente está sitonizado com ele. Com o perdão da palavra mas só os burros têm medo da solidão. Você nunca estará só, a partir do momento que tiver a si mesmo. Então se curta, se sinta e sinta a sua companhia, sinta o tanto que ela é essencial, aprenda a viver em harmonia com ela, aprenda a viver plenamente. É difícil, afinal, nunca fomos criados para isso, nunca fomos acostumados a entender que nós mesmos somos uma boa companhia, mas aprenda.
Viva e aproveite cada momento da sua companhia enquanto você ainda a tem.
Isabelle Bastos
