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quinta-feira, 24 de junho de 2010

A Volta.




Eu sei, fui uma irresponsável com o Retilíneo, passei um mês sem postar... Eu sei, eu sei. Mas sabe, é que eu estava estressada, as férias não tinham chegado ainda... Eu sinto muito.
Espero que isso não aconteça novamente, mas não posso prometer nada.

Será que um pequeno texto pode compensar?
É de minha autoria, que... eu estou escrevendo agora, neste exato momento.
Pois bem:
Ah, e não é um texto real certo, é só ficção pra animar a vida! [risos]

________

Olhei-me no espelho do banheiro, que devido a minha ausência estava com manchas (provavelmente de pasta de dente), e vi que eu estava com uma boa imagem. Provavelmente, aquele espelho velho nunca havia me visto tão bem. Não só o espelho, como todo o apartamento.

Vasculhei cada canto daquele apartamento que foi meu companheiro de vida, de histórias. O apartamento que já me viu entrar e sair em várias fases, vários momentos. Gorda, magra, mulher normal e mulher fatal. Se tinha alguma coisa nesse mundo que me conhecia de verdade, sem mistérios, mentiras ou a minha parte "politicamente correta", era esse apartamento.

Estava tudo lá, do jeitinho que eu deixei, como se eu tivesse saído somente para um almoço. Fui checar o meu quarto, e na minha cama, estava deitado o homem com quem vivi por vários anos, dormindo como um anjo. O que não era difícil, pois ele realmente era um anjo (muito mais do que eu). "Deve estar muito cedo." - pensei, com meus botões e olhei no relógio de cabeceira -realmente, está muito cedo.

Saí silenciosamente do quarto, para não acordar o anjo -meu anjo-, e fui para a cozinha, tomar um café. O café estava morno, mas dava para tomar. Não reclamei.

Peguei o papel mais próximo (que por acaso era uma conta), escrevi um bilhete e deixei na mesa da sala (aonde eu tinha certeza que ele iria olhar). Nesse bilhete estava escrito (com a minha caligrafia apressada):

Voltei.

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Gostaram?

Beijos,
Bell.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Voltei!


Gente voltei! Voltei e voltei com tudo! Não só eu como o Retilíneo.

Mas, como vocês vêem, além de post novo, o Retilíneo está de cara nova! Sim, porque eu tinha a mais pura certeza de que tinha que “recompensá-los” de alguma forma por todo esse tempo sem postar nada e sem poder dar atenção ao meu amado Retilíneo e as pessoas excelentes que lêem meus posts e que merecem, no mínimo, coisa boa.

E gente, podem voltar a deixar as suas opiniões por comentários, já que eu agora posso lê-los e responde-los.

Então aí vai mais um poema:

Cristal

Sou nova demais
Sou frágil demais
Sou simples demais
Sou frágil demais
Sou boba demais
Sou frágil demais

Não me trate como um brinquedo de guerra
Que você joga para o alto
E simula explosões
Eu sou como um brinquedo de cristal
Mais fácil olhar do que brincar
Que qualquer esbarrão já quebra
Por ser frágil demais

Não me trate como você trata os seus papéis velhos
Que você amassa, embola
Faz monte, e joga fora
Eu devo ser tratada como a sua primeira carta
Aquela que você guarda
Até longe das demais
Aquela que você ama mais que as outras
Que você lê e chora
Que você nunca embola
Nunca faz monte e joga fora
Que você tem o maior ciúmes
Por ser importante demais

Não me trate como os seus discos velhos
Que você escuta algumas vezes e deixa na estante
Afinal, pra você eles não são importantes
Me trate como o disco que você olha na loja
Naquela vitrine vistosa
E que você sempre quis ter
Aquele disco que você olha e olha
E quer e gosta
E que se tivesse, nunca trataria mal
Porque pra você é mais do que especial

Não me trate como aquela pessoa que você não gosta
Que você não confia
E que perante a ela faz vista grossa
Finge que nem se importa
E que sempre deseja o mal
Me trate como a pessoa que você mais ama
Que você quer bem e gosta muito
Que é mais importante que o mundo todo junto
Que na verdade, nem tem um valor certo
Porque é a pessoa mais importante que você tem
Eu quero ser tratada muito bem
Como você jamais tratou ninguém