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quarta-feira, 30 de junho de 2010

Minha história com Pollyanna.


Dez anos atrás, quando eu tinha 7 anos, fui com a minha mãe a uma livraria, porque eu "queria porque queria" ler Pollyanna.

Minha mãe deu-me o livro de presente, e quando tentei lê-lo, senti extrema dificuldade, pois aquelas palavras eram difíceis demais para mim (eu não tinha a mínima idéia do que seria uma canastra, por exempl. Aliás, por coincidência -ou não- a tradução foi feita por Monteiro Lobato). Então minha mãe, percebendo minha dificuldade, decidiu ler o livro ao meu lado e me ajudar com as dúvidas. Mas precisar de alguém para explicar as sutilezas de um livro nunca foi o tipo de coisa que me agradou, sendo assim, as explicações de minha mãe duraram somente alguns capítulos.

Tentei ler Pollyanna algumas outras vezes no passar dos anos, porém, nunca o havia terminado, porque para mim o livro era "chato demais" (eu continuava sem compreender algumas sutilezas). Mas ele permaneceu lá, intacto em minha estante. Em nenhum momento pensei em vendê-lo ou dar a alguém, como fiz com alguns outros livros, talvez pelo fato de ter sido o primeiro livro que eu fui a uma livraria comprar para mim (até então os livros eram só dados ou emprestados).

Esse ano, durante as minhas aulas, eu havia prometido a mim mesma (como eu faço em quase todos os anos), que durante as férias eu leria todos os livros da minha estante que eu ainda não li e assistiria a todos os filmes que por algum motivo estivessem "encostados".

Pois bem, as férias chegaram, e eu de fato estou cumprindo a minha promessa. Chegou a hora de tentar ler, pela décima vez (ou algum número bem próximo disso), o por diversas vezes encostado Pollyanna.

Quando começo a ler, fico simplesmente presa a história da menina que aprendeu a ser sempre feliz e cativou todos a sua volta, inclusive a mim, humilde leitora, com o seu "jogo do contente".

Chorei horrores, mais do que lendo qualquer outro livro, enfim, fiquei extremamente emocionada. Comecei a ler hoje, e em menos de uma tarde, o que é um recorde dado o "tamanho" do livro (e o fato de eu ler com calma), já o havia terminado, com aquela sensação ruim de quem acaba de ler um livro que poderia não ter fim.

Estou compartilhando minha história com vocês porque esse livro realmente mostra como meus gostos literários, assim como o meu conhecimento da língua portuguesa (o vocabulário do livro não me foi mais um desafio), foram evidentemente mudando com o tempo.

Então, se você também tem aquele livro "encostado" na sua estante, tente lê-lo novamente, quem sabe não terá uma agradável surpresa.

Beijos,
Bell.

P.s.: A capa do livro que aparece nesse post é exatamente a capa do livro que eu tenho há 10 anos aqui em casa.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Trecho.


"Vamos supor que nós sonhamos, ou inventamos, aquilo tudo - árvores, relva, sol, lua, estrelas e até Aslam. Vamos supor que sonhamos: ora, nesse caso, as coisas inventadas parecem um bocado mais importantes do que as coisas reais. Vamos supor então que esta fossa, este seu reino, seja o único mundo existente. Pois, para mim, o seu mundo não basta. E vale muito pouco. E o que estou dizendo é engraçado, se a gente pensar bem. Somos apenas uns bebezinhos brincando, se é que a senhora tem razão, dona. Mas quatro crianças brincando podem contruir um mundo de brinquedo que dá de dez a zero no seu mundo real. Por isso é que prefiro o mundo de brinquedo. Estou do lado de Aslam, mesmo que não haja Aslam. Quero viver como um narniano, mesmo que Nárnia não exista. Assim, agradecendo sensibilizado a sua ceia, se estes dois cavalheiros e a jovem dama estão prontos, estamos de saída para os caminhos da escuridão, onde passaremos nossas vidas procurando o Mundo de Cima. Não que as nossas vidas devam ser muitos longas, certo; mas o prejuízo é pequeno se o mundo existente é um lugar tão chato como a senhora diz. "


As Crônicas de Nárnia / C.S. Lewis; A Cadeira de Prata (pág. 598)
P.s.: Explicação para a escolha da foto: O leão é o símbolo "mor" das Crônicas de Nárnia, e também porque achei essa foto suuper fofa! Pronto, fa-lei. auhuauhauahuauhua
Beijos,
Bell.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Trecho.


"-Estou muito desgostosa comigo por me ter deixado enganar tão facilmente. Refletindo bem, aquela carta é mesmo absurda. Mas quando a recebi não tive dúvidas... absolutamente nenhuma.
-Suponho que não - tornou Vera maquinalmente.
-É essa tendência incorrigível que a gente tem de aceitar as coisas sem exame - disse Emily Brent."

O caso dos Dez Negrinhos - Agatha Christie.




P.S.: Bom gente, sei que estive sumida, mas é que a preguiça impera.
Enfim, além disso, estou com alguns projetos (lê-se: ver se eu tomo tenência e consigo escrever um livro até o final) o que provavelmente me impedirá de fazer posts regularmente.
P.P.S.: Gente, meu vestibular é amanhã então rola de alguém me desejar calma sorte?
Tá, obrigada.

Beijos,
Bell.

sábado, 28 de março de 2009

Não seria medonho se um dia...



"-Sabe, Su, acaba de me ocorrer uma ideia terrível.
-O que foi?
-Não seria medonho se um dia, no nosso mundo, os homens se transformassem por dentro em animais ferozes, como os daqui, e continuassem por fora parecendo homens, e a gente assim nunca soubesse distinguir uns dos outros?"


C.S. Lewis - Príncipe Caspian (4º livro das Crônicas de Nárnia)

sábado, 21 de março de 2009

O rei.


"O menino ouviu de repente um som alegre de trompas. Daí a pouco já se achava numa grande clareira, no meio de uma multidão. Eram só quinze ou vinte cavaleiros em trajes de caça com suas montarias. No centro, alguém segurava o estribo para que outro montasse. Esse outro era um rei, o rei mais jovial, mais gordinho, mais cara-de-maçã, mais pisca-pisca que se pode imaginar."

-C. S. Lewis (O cavalo e seu menino - 3º livro da série As Crônicas de Nárnia)

Aí está um trecho do livro que estou lendo (achei esse trecho tão fofo que não resisti), aliás, o indico como leitura para todos, desde os mais jovens até os mais velhos. É o tipo de literatura que encanta e que nos transporta para o mundo da fantasia.

Beijos a todos e até mais.