segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Mulher.


Querendo ou não, ela ainda tinha saudades. Saudade daquela terra, com seu peculiar cheiro de sangue, da guerra eterna, com gritos e pavor. Pode parecer uma situação estranha pela qual sentir saudades, mas quando isso é tudo que há para ver por toda a vida, acaba se acostumando.

E a cada passo que dava, ficava ainda mais evidente seu estrangeirismo. O corpo era esguio demais, até para os padrões europeus. Seus cabelos negros, brilhantes e extremamente lisos, lhe envolviam com um ar de mistério. Suas roupas, diversos panos vermelhos que a envolviam, a deixavam assustadora em alguns momentos, como se ela tivesse poderes sobrenaturais. O andar, que não se pode descrever de outra forma a não ser "lento, decidido, sinuoso e indeciso", tudo ao mesmo tempo.

Era de fato uma mulher distinta, e isso não havia como negar. Uma mulher que aonde passava, deixava sua marca para sempre na aura do lugar.

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Pessoal, por conta de algumas pessoas que desde o começo do blog me perguntam quando um post é real ou ficcional vou fazer o seguinte: não irei mais responder isso.

Não que tais perguntas me incomodem, mas sempre quis levar o Retilíneo como uma mistura entre a minha vida e a minha imaginação, sem ter que fazer um "divisor de águas" entre os dois.

Toda a ficção apresentada nos posts não deixa de ter a sua "pitada de verdade", da mesma forma que a realidade é sempre meio inventada.

E cada um leve as mensagens dos posts como quiser.

Beijos,
Bell.

1 opiniões alheias:

Fernanda Toledo disse...

'Uma mulher que aonde passava, deixava sua marca para sempre na aura do lugar.' - linda definição!

adorei seu blog, guria!
também me perguntam às vezes sobre o que é meu mesmo no meu blog e o que eu 'invento' - como se, para escrever, não fosse preciso um pouco das duas coisas, não é?

tô seguindo, gostei daqui!
beeijo