quarta-feira, 4 de junho de 2008

Amor

Amor
O amor é como um papel no pára-brisa.
No início, ele está solto, preso somente por um simples limpador de pára-brisa, pepel esse que pode se soltar a qualquer momento, mas que continua lá, preso.
Depois, quando ele é molhado, ou regado se preferir, começa a se grudar ao pára-brisa, os dois não se soltam mais.
Após um tempo maior, e depois de ser regado a cada dia, o papel começa a se dissolver aos poucos, mas de uma forma tão intensa que o papel e o pára-brisa parecem um só. Parece que nunca vão se separar, de tão unidos que estão.
Mas depois de tudo isso, o papel começa a se tornar algo incômodo , atrapalhando a visão do motorista, que quer expandir sua visão a outros patamares, então ele arranca o papel (motorista), o que parece até ser doloroso para o vidro e para o papel, porque ficam marcas no vidro e o papel fica despedaçado.
E depois de mais um tempo, a marca que estava no vidro vai sumindo, até que não fica mais marca nenhuma, e o vidro fica pronto pra outro papel, fica pronto pra outro amor .
(Isabelle Bastos)

1 opiniões alheias:

Marizé Vieira disse...

heuaheuaheau
adorei ese texto
essa comparação foi mto criativa


agora eu voltei
;)